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O 2° Congresso de Educação de Essencialidades (CEE) do Sistema Tempo de Ser (STS) aconteceu nos dias 28 e 29 de novembro de 2015,  no auditório da Câmara Municipal da cidade de São José dos Campos-SP. A abertura ocorreu no sábado às 14 horas, com apresentação do vídeo organizado pela Equipe de Comunicação do STS, relembrando momentos do 1º Congresso de Educação de Essencialidades realizado em julho. Na continuidade foi desenvolvida a temática Introdução ao Sistema Tempo de Ser, pelo Coordenador da Comissão Gestora do STS, Edenilson Felício Passelli (NA-BGU).

INTRODUÇÃO AO SISTEMA TEMPO DE SER

Em síntese, foi relembrado que o Tempo de Ser é um sistema em descrição… Como instituição, não possui fins lucrativos. Como estrutura, transitou de Projeto a Sistema, constituído por associados, reconhecidos como educadores de essencialidades.

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O indivíduo no STS tem como propósito a autoaprendizagem (conhecimento de si mesmo) e, como compromisso, manter-se sempre à disposição para aprender algo novo sobre si (postura de aprendiz). A sua perspectiva é o desenvolvimento da autoconsciência.

Assim, o propósito do Sistema Tempo de Ser é constituir uma nova pedagogia, denominada Educação de Essencialidades, que estimule, no indivíduo, a autoaprendizagem, por meio do seu potencial de inteligência mediúnica, formando Educadores aptos à autogestão. Seu lema: ética, dignidade e cordialidade; compromisso: oferecer estímulo a considerações e visões sobre si mesmo, como nunca antes o indivíduo experimentara – desenvolvimento do comportamento auto-observador.

Como e onde se faz tudo isso? Faz-se promovendo estudos e pesquisas acerca dos fenômenos psíquicos e seu impacto no comportamento e nas relações humanas, tendo como ambientes, teórico, laboratorial e prático, os Núcleos de Aprendizagem (hoje: Bauru, Birigui, Londrina, Maringá, São Paulo, São José dos Campos e Presidente Prudente) estruturados nos denominados Ciclos de Autoaprendizagem I, II e III.

Os resultados e benefícios esperados são: reconhecimento da inconsciência psíquica (desconhecimento de si mesmo); revelação do potencial desconhecido: inteligência mediúnica (capacidade de tornar visível o invisível); elaboração de um projeto pedagógico individual (plano de vida); aprimoramento da forma de se relacionar; valorização da convivência; vivência da autonomia; alteração na postura, hábitos e costumes.

A perspectiva: referenciar a vida autoconsciente, representada por uma sociedade de indivíduos que desenvolvem a autoaprendizagem e aprimoram, por consequência, o meio em que estão inseridos. Eis a verdadeira arte de educar, que se resume na expressão: “É Tempo de Ser”.

Seu produto: O Sistema Tempo de Ser considera como produto apenas o Educador de Essencialidades, sendo que tudo aquilo que resulta dele se chama subproduto. No âmbito dos subprodutos encontrar-se-ão livros (Inteligência Mediúnica, Prisioneiros da Infância e Crescer Dói?!, já publicados); portal (www.tempodeser.org.br); blog (blog.tempodeser.org.br); palestras, seminários e outros.

Essas, de forma sintetizada, foram as abordagens referentes à Introdução ao Sistema Tempo de Ser e às questões pertinentes à autoaprendizagem.

 INTRODUÇÃO AO CENTRO DE PESQUISA (CP)

A segunda abordagem, sobre a Introdução ao Centro de Pesquisa, no primeiro dia, coube à Equipe do Centro de Pesquisa do STS, pelos educadores Nícolas Fiorotto Lopes Moral (NA-SJC), Fabiano Fidelis de Souza (NA-LDA) e Daniel Galera Bernabé (NA-BGU), que se apresentaram no período da tarde.

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Introdução é uma apresentação ou preparação para atingir-se o aprofundamento em determinado assunto. Assim, a introdução ao Centro de Pesquisa do Sistema Tempo de Ser é a preparação para ações mais profundas a serem realizadas junto à Comunidade Tempo de Ser.

Sem dúvida, o assunto “Os Caminhos da Autoaprendizagem” é pertinente ao CP do STS – daí decorreu toda a exposição da temática -, ocasião em que educadores discorreram sobre: A Epistemologia da Autoaprendizagem, subdividindo-a em: Noção Epistemológica; Epistemologia da Autoaprendizagem; Etapa Mítico-Religiosa; Etapa Filosófica; Etapa Científica; Necessidade e Função de Filosofia e Ciência no STS – A Criação do Centro de Pesquisa (Apresentação do Centro de Pesquisa: definição, estrutura, justificativa, funções e objetivos, necessidades, base teórica) e, por fim, as Referências pesquisadas.

INTRODUÇÃO AOS CAMINHOS DA APRENDIZAGEM

O primeiro dia do Congresso fechou com a terceira abordagem sobre a temática Introdução aos Caminhos da Aprendizagem, que coube à educadora Márcia Pessoa (NA-LDA), do Conselho Diretor da Comissão Gestora do STS.

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Sua exposição partiu da intrigante reflexão: Para quem não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve?

Fez uma breve introdução sobre o Sistema Tempo de Ser para, na sequência, abordar os seguintes subitens: Caminhos Neuronais; Caminhos da Autoaprendizagem; Caminho imaginário – superstições, feitiços e magias; caminho ilusório – fé, crenças e criações; caminhos intermediários – Filosofia, Ciência e Inteligência Mediúnica; Conclusão e Referências.

Iniciou o desenvolvimento  a partir da seguinte linha de pensamento:

É fato que não sabemos precisar o momento em que ocorreu a ruptura da configuração mental primitiva que afastou o homem da condição irracional, comum e identificada na convivência ambiental com os demais seres.

Mas é teoria assente que o crescimento e desenvolvimento cerebral contribuíram para esse descolamento de sua origem animal, ou seja, mutações genéticas mudaram as conexões internas do seu cérebro e, para a espécie humana, a evolução criou, então, uma nova capacidade: de pensar e se comunicar.

Recolhendo dados a partir do desenvolvimento dos sentidos, que foram vitais e necessários para a sobrevivência da espécie, o cérebro humano foi desencadeando e ativando, continuamente, novas estruturas e conexões neurais, favorecendo o desenvolvimento da capacidade de recolher dados, armazená-los e processá-los, produzindo, dessa forma, informação e conhecimento.

 Assim, podemos considerar que o conhecimento é um fato inerente à própria existência da humanidade, pois, desde o surgimento do homem, a produção de conhecimento constitui um aspecto dessa própria existência, sendo que observar e pensar constituíram-se em duas atitudes metódicas sempre presentes na produção de conhecimento.

A educadora Márcia Pessoa percorreu todos os subitens acima, para concluir que:

A dúvida e a hesitação entre opiniões diversas ou várias possibilidades de ação não só podem submeter-nos aos caminhos indicados pelo outro como também podem levar-nos em direção à excelência, pois quando se sabe que não se sabe algumas coisas, e nem se finge saber, podemos dar passos certeiros rumo ao destino, pois é no momento da dúvida e da crise, no pensamento, que se torna mais evidente a necessidade de fundamentação das ideias, dos discursos e das práticas.

 A identificação das contradições, incoerências, ambiguidades e incompatibilidades deve servir justamente para criar possibilidade de modificação, superação ou avanço, pois quem não duvida não é capaz de inovar, reinventar e realizar de outra maneira.

 Quando nos referimos a uma proposta pedagógica, de abrangência coletiva portanto, a adoção de uma atitude crítica, ou seja, o exame racional e detalhado da ideia e de suas práticas, sem preconceito e sem pré-julgamento, deve contribuir ou para a clareza e solidez de seus fundamentos ou para desconstituí-la pelo entendimento de sua impossibilidade.

 “Toda vez que fazemos autocrítica, toda vez que testamos nossas ideias no mundo exterior, estamos fazendo ciência. Quando somos indulgentes com nós mesmos e pouco críticos, escorregamos para a pseudociência e a superstição”. (Carl Sagan)

DA APRENDIZAGEM À AUTOAPRENDIZAGEM

Fechando o 2º CEE, no domingo, discorreram os educadores Lucas da Costa e Marlete Wildemberg (ambos do NA-PPE), do Conselho Deliberativo da Comissão Gestora do STS, sobre a temática Da Aprendizagem à Autoaprendizagem.

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Dentro da relevante temática, foram abordados os seguintes subtítulos: A Aprendizagem: o que é aprender?; Aprendizagem e Ensino; Ensino: conteúdos de experiência humana convertidos em método; Compartilhamento de Informações; Cérebro: um repetidor de informações; A Informação Organiza Plataformas de Manifestação; Autoconhecimento, Autoconsciência e Autonomia do Indivíduo; Processo de Autoaprendizagem; Que sou? A Inteligência Mediúnica responde.

 O Congresso trouxe, com começo, meio e fim, diversas visões de uma mesma temática, deixando patente que o método ou o objetivo é VOCÊ, a dinâmica toda é SUA; você é um sentido que precisa legar significado para corporificar a autoaprendizagem. Todos os temas e subtemas poderão ser acessados no Portal do Sistema Tempo de Ser.

O “Sistema Tempo de Ser” agrupa inteligências que sentem, em seu âmago, a busca por saber de si, com toda a responsabilidade por si mesmas, disponibiliza ambientes de autoaprendizagem para serem desenvolvidos pelo próprio indivíduo.

Como instituição, o STS é um convite para discutir você e situá-lo em suas mais simples ou complexas necessidades, identificando-as, mapeando-as e desenvolvendo o entendimento do ser humano que se move, inconscientemente, em você!

O STS não é um fim em si mesmo, mas sim um meio. Você que é o tema da sua autoaprendizagem. Onde, até hoje, você constituiu um ambiente onde pudesse ser o próprio tema de autoaprendizagem? É um núcleo de estudos sobre a psique em “si mesmo”, ou seja, um núcleo de inteligências que validam sua humanidade como método para a autoconsciência.

Como constituir novos caminhos de autoaprendizagem? O caminho está pronto: sua própria existência. Será você a aplicar nela os caminhos intermediários, autofilosofia, autociência e inteligência mediúnica. Portanto, educadores, questionar o mundo, a vida e o outro significa distanciar-se do próprio “si mesmo”… No entanto, você é a questão e, simultaneamente, a própria resposta.

Por que fazer o desenvolvimento de autoconsciência em grupo e não sozinho? Porque a vida só se faz no conjunto e a psique só se identifica, como unidade, em meio às partes que a fazem sentir. Sentir é a linguagem psíquica. Você só se move pelo sentir, embora revista esse sentir de conceitos, pois ainda não sabe o que sente em si. É necessária a disposição para conhecer, a disciplina para entender e a participação na sua própria vida para saber. 

 

Fonte: http://www.tempodeser.org.br/comge/cee/cee2/conteudo/inicio

Organização da Equipe de Comunicação do Sistema Tempo de Ser

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