Abund2

O EducArte traz como estímulo o texto de Karla de Araújo, colaboradora do site Portal do Bem, em que ela retrata reflexões sobre aquele que se sente rico e aquele que se sente pobre, tema já estudado e pesquisado na atividade “Laboratório de Ideias” do Sistema Tempo de Ser.  Confira!

A diferença entre o rico e o pobre, ou melhor, aquele que se sente rico e aquele que se sente pobre

“Existem vários tipos de riqueza, mas vou falar um pouco sobre a riqueza material.  O Rico: Sente-se intrinsecamente ligado à fonte de abundância, de forma que acredita piamente (lá no seu interior) que sempre, sempre, sempre a fonte o vai suprir. O sentimento de DAR lhe é peculiar.

Para ele, ser rico é estar no fluxo, fazendo a movimentação do dinheiro. Como uma corrente sanguínea que dá vida ao corpo, a movimentação do dinheiro gera vida aos negócios, que, por sua vez, gera vida às pessoas.

Abund

O que se sente rico, sabe que nunca vai faltar. Ele está conectado, tem um sentimento interno de que TEM. Às vezes pode ter mais dinheiro em suas mãos e as vezes pode ter menos dinheiro em suas mãos, mas tem o sentimento de que o dinheiro tem um movimento próprio, natural, de entrada e saída. O rico verdadeiro tem uma imagem interna sobre a questão do dinheiro que podemos comparar ao nascer e ao pôr do sol, que sempre acontecem. Quando está com menos dinheiro, sabe que é um pôr de sol que será seguido de um próximo nascer de sol.

Sim, o rico pensa: Vou comprar, se não couber eu dou para o fulano e compro outro. O rico tem a imagem de sua conta bancária como uma nascente de que brota água fresca e limpa, e à medida que se utiliza a água, ela brota mais e mais.

Esta pessoa não dorme pensando no medo de não ter, ela dorme pensando na maneira de fazer mais dinheiro. De criar, de se superar. Os movimentos são diferentes, no primeiro é um movimento de “parada” e no segundo, um movimento de “arrancada”. é por isso que ele sempre tem mais e é por isso que o outro sempre tem menos. Fazendo valer o dito popular: Dinheiro chama dinheiro e pobreza chama pobreza.

Conforme a mente reproduz mais do que se dá para ela, um ponto de pensamento focado no medo, em breve tempo, irá assolar a pessoa no medo e pânico da escassez, criando um estado emocional idêntico, que a paralisa mais e mais. Ao contrário de um ponto de pensamento sobre como conseguir mais dinheiro, onde a mente vai vasculhar todas as impressões de como ter uma ideia para tal.

O Pobre: Ao contrário da nascente de que brota água, o pobre acredita que carrega um balde de água, que tem uma determinada quantidade e cada parte de água, que retirar dali, é uma parte de água que vai ficar FALTANDO. Notem, a ideia é completamente diferente.

Abund3

Para o que se sente pobre, ao invés da metáfora do sol, podemos usar a metáfora da ribanceira. Quando o pobre vai gastar algum dinheiro, a imagem que se tem é de que está diante de uma ribanceira e o dinheiro cai e ele se curva para olhar todo o movimento de queda que o dinheiro faz até chegar lá embaixo. Então ele se levanta e diz: Poxa, tive que gastar esse dinheiro. A imagem é que o dinheiro se foi…

É comum ao pobre sentir emoções de medo, pânico, e experimentar estados fisiológicos de tremedeira, suor excessivo, mãos geladas ou paralisação, quando está caminhando em direção à caixa de correio para pegar as contas dos serviços utilizados. O seu caminhar é seguido de vários bufares. Ele bufa, bufa, enquanto pensa sobre o quanto é absurdo ter que pagar contas. Sempre tem uma reclamação a fazer.

Costuma-se observar, também, que estas pessoas se sentem seguras à medida que contabilizam o quanto de dinheiro tem guardado, às vezes, levando uma vida sem conforto, para que a cada dia possam acumular mais e mais dinheiro, pois isto lhes dá a falsa sensação de segurança. O pensamento predominante é: Se faltar, eu tenho guardado. A ideia principal está sempre focada na escassez e não na abundância.

Abund4Existem pobres que têm altas quantias em suas contas bancárias. Existem ricos que têm baixas quantias em suas contas bancárias e também vice-versa. A relação com o dinheiro, pautada na suavidade ou na resistência, faz com que cada um possa perceber-se rico de verdade ou pobre de verdade.

O dinheiro deve ser leve para aquele que o possui. Leve e sem mito, esteja ele deitado em grandes ou pequenas somas. Deve ser leve e ter asas, para que possa movimentar-se e ser usado com sabedoria, a sabedoria de quem sabe que o dinheiro tem a mesma função que um grande rio, que, por onde passa, leva a vida e nutre o desenvolvimento. Podemos rir do dinheiro, para que definitivamente ele possa parar de rir de nós.”

Karla de Araújo
constelarcomkarla@gmail.com

Fonte: http://portaldobem.net/blog/a-diferenca-entre-o-rico-e-o-pobre/

Compartilhe!
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone