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A família surge da necessidade da inteligência, na consciência humana, de constituir para si corpos de manifestação mais aprimorados em seu percurso evolutivo, agora autoconsciente.

A inteligência, desde o ciclo vegetal, utiliza órgãos sexuais para manutenção e aperfeiçoamento de sua forma de vida. A partir do ciclo animal, surge a formação embrionária, em aparelhos reprodutores, que, obedecendo aos ditames da inteligência, forma e aperfeiçoa corpos novos na intimidade de corpos já adultos.

Quando surge o homem, a inteligência, que se manifesta nesta condição, obtém o corpo de manifestação mais aprimorado em todo o percurso evolutivo desenvolvido até então, e, lentamente, na intimidade do centro reprodutor, modelador das formas, a inteligência humana em caráter ainda inconsciente, mas já adquirindo fatores conscientes, vai adaptando o instrumento utilizado para que o mesmo se conforme às suas mais íntimas necessidades.

Lentamente, ela percebe (a inteligência) que a convivência em grupos possibilita que os corpos utilizados tenham maior segurança em sua manutenção, mediante o ambiente hostil em que tinha forçosamente que existir.

Nos agrupamentos, ou seja, nos grupos de convivência, surgem os líderes, os superiores (aqueles que protegem) e os inferiores (os protegidos).

Os líderes criam estratégias, organizam as comunidades, e impõem as leis que favoreçam a melhor convivência do grupo; os inferiores se tornam importantes na execução de tarefas menores.

Tudo isto é justificado pelo fato de se buscar maneiras de vencer as hostilidades daqueles ambientes em que existiam.

É deste processo descrito que surgem as famílias, grupos que se desenvolvem a partir do relacionamento sexual, gestação e necessidade de manter a prole; movimento puramente instintivo no surgimento das primeiras famílias.

O ser humano, como herdeiro das espécies primatas, recebe toda uma influência neste contexto, pois tais espécies animais também conviviam em bandos.

Porém, com o advento da autoconsciência,  ainda primitiva, fruto de um cérebro que se desenvolvia muito mais rapidamente do que em outras espécies, a convivência em bandos se aprimora e ganha caracteres mais adaptados aos humanos.

As primeiras famílias organizadas surgem dos líderes, certamente mais observadores que a maioria. As percepções assim se alargam, e com elas, o que denominamos como famílias.

Como o gênero masculino, o macho, possuía a característica da força, logo foi reconhecido como mais adaptado à liderança, sendo assim, a maioria destes grupos foi se tornando patriarcal.

Vocês podem perceber que as famílias surgem do mesmo princípio no qual as partículas são agregadas em torno da inteligência, ou seja, naquele período, a família se tornou uma forma aprimorada de manutenção mais cuidadosa e inteligente dos corpos que vingavam, nasciam e produziam; assim – a continuidade hereditária daquele núcleo familiar formado.

A família é uma instituição duradoura e permanente, porque sua formação obedece a princípios básicos de manifestação da vida, em que  leis imutáveis coordenam o Universo dentro e fora de nós.

O Princípio inteligente, obedecendo a ditames inconscientes, ensaia, desde o ciclo mineral, a formação dos agrupamentos familiares.

A família surge do princípio básico da posse, estabelecendo-se, assim, que tudo o que a inteligência agrega em torno de si é basicamente seu e, por isto, tem sobre estes agregados a possessividade que permite os suprimentos de necessidades e os cuidados para que os seus não lhe sejam destituídos, independentemente de seres ou coisas.

Assim se justifica, inconscientemente, para a inteligência humana, a continuidade da hereditariedade, que possibilitará a si mesma, retornar aos corpos de manifestação quantas vezes forem necessárias.

A constituição das famílias humanas e com elas suas necessidades, desde as fisiológicas e as afetivas, possibilitou uma dinâmica evolutiva intensa nos ajustes de aperfeiçoamento das constituições fisiológicas humanas (corpo humano), aprimorando, assim, as diversas constituições que a integram, desde os órgãos, ossos, nervos, músculos, pele e todos os sistemas; desde o nervoso, o linfático, o sanguíneo, e toda a interatividade entre eles, constituindo essa monumental complexidade: o corpo humano.

As fêmeas basicamente gestando e parindo, estando muito próximas dos filhos, praticamente até que os mesmos adolescessem e formassem suas próprias famílias, mantinham os cuidados que os corpos requeriam, assim, a inteligência (voltamos a dizer), quase consciente, constitui uma exata sequência de corpos que terão basicamente as informações, o estilo e a constituição que garantirão, àquela inteligência, o retorno para mais uma linhagem de corpos aprimorados de acordo com sua necessidade e capacidade de fazê-lo sobreviver o maior tempo possível. Assim se cumpre a hereditariedade fisiológica, aparentemente sem sentido e sem significado.

Toda constituição afetiva, sentimental e emocional, tem como estrutura o sentir relacionado à agregação, que constituiu o que denominamos de posse, pois a mesma é uma forma de sentir interna, com repercussão exterior.

Amigos queridos, voltamos a afirmar: a vida é desconhecida em si mesma, mas podemos conhecê-la e compreendê-la.

Somos capacitados a realizar isto, pois somos vidas inteligentes e autoconscientes, e se, na nossa inconsciência, aprimoramos corpos, que nos permitem manifestarmo-nos como inteligências conscientes, devemos agora ajustar nossa inteligência, não mais ao meio hostil, pois isto já fizemos, mas entender as hostilidades interiores, para que, assim, possamos revelar uma nova forma de vida e, certamente, de viver.

Equipe de Amor à Luz

Aula NFR – 06 de Dezembro de 2010

Fonte: http://tempodeser.org.br/birigui/cursos/nfr/conteudo/06.12.2010/inicio?s[]=hereditariedade

Educador Maurício Yeshua

Núcleo de Birigui-SP

 

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