1º. Congresso de Educação de Essencialidades (CEE) Pedagógico

Bauru, 4 e 5 de julho de 2015.

A vida, a sexualidade e suas manifestações

Artigo produzido pelas Educadoras de Essencialidades Daniela Albuquerque e Marisa Pisani Perez, expositoras da Atividade de Área “Mediunidade, Vida e Sensibilidade”, do Núcleo de Aprendizagem de São José dos Campos –SP

Daniela e Marisa

Uma das primeiras definições de quaisquer dos dicionários da língua portuguesa define vida como o intervalo entre o nascer e o morrer (período do existir).

Ao reproduzir aqui essa definição do dicionário, para dar início ao material produzido como fruto dos estudos atuais da atividade de área “Mediunidade, Vida e Sensibilidade”, temos a intenção de abrir questões sobre um conceito tão simples, e, ao mesmo tempo, tão instigante, dessa palavra, que não só compõe o título do nosso curso, mas aquilo que entendemos ser a coisa mais importante que temos: nossas vidas!

Pois bem, se ela é apenas um intervalo entre uma situação A (o nascimento) e uma situação B (a morte), por que seria ela tão importante?

A vida – em qualquer intervalo de tempo físico ou cronológico que se dê – permite a manifestação do invisível no visível, ou, colocando em termos usados em nossos estudos, a vida permite a manifestação da psique em forma humana, em corpos humanos.

O corpo é, portanto, um recurso de manifestação da vida, é um recurso para tornar concretas ideias abstratas. A psique é abstrata, intangível para a nossa compreensão; a manifestação é concreta, porque os corpos, que a concretizam, o são, e exprimem, através de seus movimentos, a manifestação do intangível e abstrato.

Trocadilho de palavras?

Não!

A vida consubstancia-se em corpos temporários, mas não é apenas o intervalo entre o nascer e o morrer, ela usa desse intervalo para manifestar-se, para tornar concreto o imaterial, e, assim, conhecê-lo.

Neste sentido, simples e ricos são os versos da música Viver, de Gonzaguinha: “É a vida! E é bonita, é bonita e é bonita!”.

 Pois bem, para que ela possa manifestar-se, constitui corpos. E, como já dito anteriormente, corpos humanos, compostos por cérebros e zonas conscientes, que nos permitem pensar a própria vida e as nossas manifestações. Não fosse isso, não estaríamos escrevendo ou lendo este artigo, num exercício de preparação para os estudos e debates que faremos, sobre estes temas, no 1º. CEE Pedagógico, e, mais do que isso, não teríamos as curiosidades, buscas e sede que temos a respeito de nossas próprias vidas!

Retomemos. Para nos manifestarmos, constituímos corpos. O ato sexual, praticado pelos nossos pais, produziu a união de um óvulo e um espermatozoide e a consequente formalização da estrutura humana.

Esse ato sexual específico, garantido em nossa espécie pela sexualidade, gerou um corpo, um recurso de manifestação e uma vida.

Mas a sexualidade, entendida inicialmente por nós apenas como sexo, ou ato sexual, não se restringe a ser só isso. Entre nós, no Sistema Tempo de Ser, a sexualidade tem sido definida como a sensibilidade na forma humana, ou, em outras palavras, a capacidade de sentir a si e ao meio na condição humana.

Se assim é, podemos ampliar o conceito da palavra sexualidade e defini-la como a capacidade de sentir que permeia a vida do homem entre o nascer e o morrer. Opa! Então, sexualidade é sinônimo de vida? Se sexualidade é o que está entre o nascer e o morrer humano, seria ela a mesma coisa que vida, coincidindo com a definição do dicionário que usamos para abrir este artigo?

Não! E novamente não fazemos aqui um jogo de palavras!

Sexualidade não é vida, mas é uma característica da manifestação da vida humana. É por meio dela que mantemos a vida, através da geração constante de corpos, é por seu intermédio que identificamos formas, identificamos necessidades e lhes buscamos os correspondentes suprimentos. Enfim, é por ela que exercitamos nosso poder de manifestação da vida, que “é bonita, é bonita e é bonita”.

A sexualidade insere nossos corpos no meio em que vivemos. Ela propicia (ou possibilita) que desenvolvamos o afeto e os cuidados. Ela nos leva a interagir e a buscar o outro (pulso sexual), garantindo assim a manifestação contínua e pulsante do que chamamos de vida.

Os estudos atuais da atividade de área “Mediunidade, Vida e Sensibilidade” têm se pautado em conceituar, discutir e estudar os conceitos de vida, de sexualidade e de manifestação, para que possamos vir a minimamente entender o que é e como se dá a irradiação da sensibilidade psíquica, que se espalha pelos nossos corpos humanos através da sexualidade, alcançando nossas próprias manifestações na busca por nós mesmos. É o invisível materializando-se no visível, tornando-nos tangíveis para nossas próprias psiques. É a vida, e é bonita, é bonita e é bonita!

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