Há linhas de autoconhecimento que tratam de processos de melhoramento de condições ou de circunstâncias do ser humano, seria trabalhar certos comportamentos.

Em sentido amplo, também, a gente vai entender que esse processo de autoconhecimento é um processo de adentrar o inconsciente coletivo, lançar luz nesse inconsciente, quer dizer, torná-lo consciente. E para isso nós vamos atravessar barreiras, camadas conceituais que a gente também pode entender como: Camadas do Inconsciente.

Nesse aspecto, como a gente pode entender camadas do inconsciente de uma coisa que é metafísico, é virtual, é intangível? Trazer à luz aquilo que não é considerado de forma direta?

O autoconhecimento é um processo que vai criando canais de comunicação com a estrutura do inconsciente e as barreiras que protegem a Psique, que fortalece a Sentinela (Consciência Humana), sendo esta a  grande casca de proteção da Psique inconsciente e de seus potenciais. Se não fosse a medida que a  consciência humana estabelece na lida com o autômato, em seus movimentos, os potenciais psíquicos derramar-se-iam de tal forma, sem direção, que seriam altamente prejudiciais e produziriam uma devastação nos aspectos das formas e dos contextos que manifestam suas necessidades e o suprimento das mesmas.

Para isso, foi preciso canalizar os potenciais psíquicos em uma corporificação e, dentro dessa corporificação, colocar aí uma regente, uma sentinela, também chamada de consciência humana, quais sejam: Consciência mineral, Consciência vegetal, Consciência animal irracional e Consciência animal humano.

Quando falamos da consciência humana como sentinela, ela seria a grande casca protetora da semente.

Como exemplo, vamos abrir a casca de uma maçã, penetrar-lhe a polpa e chegar ao revestimento da semente. Aquele revestimento protege a semente e o revestimento é protegido pela polpa, equiparada à mente humana, e a casca, à  zona consciente do ser humano.

 

A sensibilidade, ao abarcar, proporciona à Inteligência cogitar, considerar e, somente quando a Inteligência abarca, podemos dizer que saiu da inconsciência e veio para a consciência.

 

Vamos entender as barreiras como algo que protege alguma coisa para que isso não vaze.

Para entender as barreiras protetoras será importante resgatar constantemente o papel da sexualidade, o papel do medo no percurso evolutivo, e o entrave que o medo produz na atualidade humana, como também a zona consciente em que a sentinela e a Inteligência se movem, então é o papel da sexualidade, camadas do inconsciente, barreiras protetoras, sinônimos.

Entender o papel do medo, no percurso evolutivo, e o entrave que este produz na atualidade humana, como também, a zona consciente, onde a sentinela e a inteligência se movem. O  autômato ganha espaço sem nenhum tipo de alívio que possa produzir naquele momento.

A primeira barreira são os padrões de comportamento humano, onde encontramos: dramas da sexualidade, recato e promiscuidade, prática sexual, reprodução, bem e mal, certo e errado, sendo esta a barreira mais rasa, onde o ser humano vai desenvolver-se no suprimento das necessidades que a sexualidade estabelecer; ele mover-se-á pelos padrões comportamentais, ele mover-se-á por aquilo que for agradável e tentará desfazer-se do desagradável, mas terá que tê-lo para buscar o agradável.

 

A segunda barreira é o Sistema de Autoimagem: onde podemos encontrar: dramas sentimentais, desajustes, inadequações, vazio, angústia, sensação de ser injustiçado permanentemente, ansiedade, inibições, impulsos, fortes oscilações de humor, contraposição constante, indefinições. Homossexualidade – Barreira Protetora da Zona Proibida.

Aquele indivíduo está inadequado, indefinido, insatisfeito, sem saber para onde ir. Para onde ele vai se não desvendar caminhos sexuais que possam trazer para ele o mínimo de lenitivo?

O sistema de autoimagem já interfere na mobilidade daquele indivíduo; seus sentimentos, suas inadequações, seus desajustes, suas indefinições começam a demonstrar que estão ali, e, consequentemente, a barreira protetora da zona proibida já foi abalada. Ela está oscilante, tanto que podem surgir os fatores de homossexualidade que os conceitos proíbem.

Prisioneiros da Infância: Dramas emocionais, solidão, fragilidade, dependência, baixa autoestima, avareza afetiva, insatisfação permanente, medo, estresse intenso, distúrbios de ordem mental e psíquica. Pedofilia – Barreira Consciencial.

Aqui o indivíduo está totalmente fragilizado, ele está próximo da sua natureza psíquica – como ela é – inconsciente, totalmente dependente neste momento. Aqui pode ocorrer de o indivíduo, nesse estado, buscar relacionamentos pedófilos para tentar suprir a sua fragilidade, sendo que neste momento a barreira consciencial (a sentinela) está em risco, pois ela já não coordena mais aquele ser humano como ela deveria. E quando a humanidade chega à pedofilia, o ser humano não tem mais razão de ser. Porque ele não cumpriu o seu papel, ele degenera a humanidade, e, consequentemente, todo o estado de fragilidade que aquele indivíduo incorpora, ele não tem mais para onde ir.

É no grupo que você se ampara, que você se sustenta e que você supera esses estados de fragilidade, até que você se assenhoreie da criança que foi ou da sua natureza inteligente e sensível e possa envolver-se de si mesmo.

Para isso, autoconhecimento é uma necessidade evolutiva e progressiva e, como necessidade, precisa ser suprida antes que os indivíduos se entreguem a aspectos dele mesmo, que a própria sociedade, inserida nele, não corrobora.

Você e o percurso que forças internas, em você, podem conduzi-lo e que você vai precisar ser digno, em si mesmo, para enfrentar essas forças e aprender a dizer “não” à força infantil que habita em você.

 

Fonte – tempodeser.org.br – FEEE – junho/2016

Eliane Demarchi

Organizadora do conteúdo

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