Minha ansiedade fala de meu arquétipo paterno, impaciente, egoico, inseguro; vejo-me no trânsito, em grande açodamento, querendo ultrapassar, a todo custo, os veículos, “empurrando” as motos que parecem atravancar minha passagem. Meu arquétipo materno surge nos momentos de resolução de “problemas”, quando alguma proposta vem ao arrepio de meu interesse; por exemplo: eu tenciono fazer algo de maneira contrária ao propósito de alguém, logo aquela “voz interior” diz: deixa pra lá, é melhor manter a amizade do que criar um clima desagradável na relação… E a criança psicológica continua aí, nos seus esconderijos psíquicos, em regime de pacificação, às vezes me fazendo ceder ainda aos apelos arquetípicos. Reconheço que minha sensibilidade já começa a perceber esses eventos em tempo quase real. Como inteligência, venho observando essa movimentação arquetípica e procurando convencer o cérebro (humanidade) de que atingi a maioridade e, por isso, já posso gerir a minha vida, isto é, autogerir-me.

Educador: Adalberto Quirino Silva

 Núcleo de Birigui

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Contos e Autoencontros

A não compreensão e entendimento do mundo interior levam-nos à busca de efetivar meios de auto-observação, para que fiquem visíveis atitudes e sentimentos que nos movimentam. Um dos meios para observarmos nossas movimentações é a descrição do nosso percurso como educador de essencialidades. O texto publicado anteriormente é uma autodescrição resultante de um projeto elaborado pelos Educadores de Essencialidades do Núcleo de Aprendizagem de Birigui do Sistema Tempo de Ser, dentro da atividade do grupo vespertino de Prática de Inteligência Mediúnica. O projeto tem como proposta a exposição ao meio social das repercussões dos estímulos de autoaprendizagem aos educadores de essencialidades nos ambientes do Sistema Tempo de Ser. Durante sua execução, tem sido considerado que o “autoencontro” pode ocorrer a partir da auto-observação e autodescrição dos “Contos” (história imaginada) que permeiam a existência humana.

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