Independente de como a realidade se apresenta, temos que considerar a forma como cada criança a sente e interpreta. Ainda que tudo seja fruto de uma percepção distorcida, constitui-se como verdade para ela, e dessa maneira é internalizada. (Trecho do livro “Crescer Dói?!”, pag. 63) 

Voltando a viver
Foto: Arquivo Internet

O filme que o EducArte sugere este mês é o retrato fiel de que a espécie humana é  eterna prisioneira da infância, inconsciente, é claro, e que crescer dói, mas que liberta. Voltando a viver (Antwone Fisher, título original) é uma película lançada em 2002, mas com referências atuais, já que a história é  narrada a partir de fatos reais, escrita pelo próprio personagem central e transformada em filme.

Voltando a viver narra a verdadeira história do negro Antwone Fisher, marujo da Marinha dos Estados Unidos, que sofreu inúmeros traumas do nascimento e durante a vivência com sua família adotiva, como abuso físico, sexual e psicológico na infância, tendo-se tornado um jovem adulto com comportamento desafiador e violento, além da baixa estima e rejeição.

O filme reflete também sobre como a terapia individual sistêmica, realizada por seu terapeuta, trabalhando suas feridas, suas perdas e revelando seus segredos, seus esconderijos psíquicos, modifica o paciente, sua família e o terapeuta, possibilitando que Antwone consiga estabelecer uma relação amorosa qualificada com uma colega e encontre sua família biológica. Em paralelo, a vida do psiquiatra também sofre modificações, evidenciando como uma boa terapia mobiliza também o self do terapeuta.

Do sonho feliz à dura realidade

Antwone Fisher

Sob a direção do ator Denzel Washington, que também desempenha o papel do psiquiatra Gerome Davenport, o filme inicia com sonho de  Antwone: ele, criança de sete ou oito anos, é recebido em um grande galpão, com deferências especiais e uma mesa cheia das melhores iguarias. Em torno dessa grande mesa, muitas pessoas sorridentes e acolhedoras prestam reverência ao pequeno Antwone, que se senta à cabeceira como um rei, orgulhoso e feliz com toda aquela atenção. Acorda suando, dando-se logo conta de que está em sua cama, no alojamento do navio.

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Foto: Arquivo da Internet

Seguem-se alguns diálogos provocativos entre os marujos, e, em resposta, Antwone ataca o colega a socos e é contido pelos demais. Após, é levado ao Comandante, diante do qual assume sua culpa, alegando “agressão racial”. Apesar disso, é considerado culpado, sendo multado e confinado no navio, além de ser rebaixado de nível e encaminhado ao psiquiatra. Para saber o desfecho desta interessante trama, sugerimos que assista Voltando a viver, pois sua linguagem é universal. Fala de mim, fala de você. Confira!

 

Fonte: www.infapa.com.br/wp-content/uploads/2011/05/voltando_viver.doc

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