Marlesia
Educadora Marlésia Garcia – NA-SJC

Eu comigo novamente aqui onde eu não posso mais esconder.

Agora, as nuvens que me cobriam se dissipam lentamente para além, muito além.

Sobre qual solo eu venho pisando até agora? Qual o sol que me aquece?

Curvo-me diante do desconhecido. Essa teimosa companheira que sempre caminhou comigo.

E o imaginário recobrindo esse solo de todas as cores, de todas as formas suas pegadas por onde passou.

Assim, essa peregrina de mim caminhou sem notar o solo que pisava, o tempo que ocupava, o espaço que preenchia.

Quedei-me ao tempo que se mostrou revelando o engodo do caminho imaginado tão longe do desejado.

Na ânsia de sentir o sol me aquecendo, pudesse eu sair de trás dos montes que me escondiam, avistei algo que se tocasse ao meu lado andaria.

Mas, mesmo andando comigo, eu sozinha estava, eu com ele nunca estive.

Nada sei por onde tu andas em devaneios que te levam sem rumo de ti.

Nada sei de mim nesse encontro perdido perdendo de nós.

Qual rumo tomaremos agora? Agora que sabemos que não convergimos no mesmo ponto?

A vida que pulsa em demasia forte, insistente, muito ardente não te encontra na intensidade que se mostra.

No horizonte onde o sol se esconde o que mais com ele se vai todos os dias de meu caminhar?

Meu olhar não te alcança mesmo que loucamente te procure em todos os meios do imaginário surgido.

És um figurante da cena mais importante onde o personagem principal em seu enlouquecido desejo criou o cenário mais perfeito.

Pensei que foste de igual importância ao personagem principal, porém vejo que somente preencheu um espaço que teria que ser preenchido antes da cena final do ato já consumado e aceito pelo público em sua majestosa apresentação.

 

Marlésia Garcia – NA-SJC
Compartilhe!
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone