O Alzheimer não é a mesma coisa que a chamada “caduquice”. É um mal neurológico e representa o apagar da pessoa antes de sua morte fisiológica, sendo que ela (pessoa) só deve desaparecer depois da morte fisiológica, considerando que o cérebro é a última parte do corpo que morre.*

PSA1“Imagine um dia de sua vida em que você acor-da em um local desconhecido, rodeado por pessoas desconhecidas e sem ter noção de em que dia da semana está, de que horas são e o que você está fazendo ali. Esta parece uma situação apavorante, não é mesmo? Pois esta descrição é muito fiel ao que acontece no dia a dia de uma pessoa que sofre de Alzheimer. Esta doença degenerativa do cérebro, que foi descrita pela primeira vez, em 1906, por um neurocientista alemão, é o pano de fundo do filme que o EducArte sugere e que levou a atriz Julianne Moore a seu primeiro Oscar em 2015: o drama Para Sempre Alice.

PSAQuando pensamos em Alzheimer, logo relacionamos a manifestação desta doença em um paciente de idade avançada, que vem sofrendo com quadros de demência ao longo dos últimos anos de sua vida. Praticamente seria uma consequência natural do processo de envelhecimento. Em Para Sempre Alice, a história muda de perspectiva. O paciente que está sofrendo um processo degenerativo de suas capacidades cognitivas é ninguém mais, ninguém menos, do que Alice, uma professora e pesquisadora da área de linguística, que, aos 50 anos, começa a apresentar dificuldades de memória e de fala.

PSA2O enredo  torna-se ainda mais dramático quando descobrimos que Alice é vítima de uma rara condição genética, que permite o desenvolvimento do Alzheimer precoce, geralmente diagnosticado em pessoas de idade próxima à dela. A doença, que ainda é considerada irreversível e incurável, por especialistas em neurologia e psiquiatria em todo o mundo, ainda poderia ser transmitida para seus filhos, netos, bisnetos e a qualquer um que tenha relação genética com a personagem.

Encontramos também em Para Sempre Alice um delicado filme que permite que o telespectador mergulhe no universo do paciente que sofre com essa condição clínica. O “triste” PSA4do avanço do Alzheimer é que o paciente sofre um processo de isolamento gradativo, em que cada dia de vida significa um passo a mais para dentro do universo único e fechado da doença, onde se perde a referência de tempo, de pessoas, de nomes, de ações e de absolutamente tudo que é processado por nosso cérebro.

A atriz Juliane Moore está impecável no papel da mãe de família e profissional de sucesso que tem que enfrentar, no auge de seus 50 anos, a declaração de incapacidade e dependência eterna resultante do diagnóstico. É possível ver na atriz/personagem um pouco de nós, de nossos pais, de nossos amigos e irmãos, e do nosso medo de perdê-los para uma doença que ainda está muito longe de ter sua cura descoberta.”**

O enredo foi adaptado de um dos romances de ficção da neurocientista, Lisa Genova, que, por esta atividade, PSA3preocupou-se com a precisão dos dados que colocou na história. Para quem ainda não viu Para Sempre Alice, é um convite para adentrar esse mundo tão intrigante e des-conhecido, chamado cérebro. Vale conferir!

 

Fonte:

 Estudo da Menopausa – Sentires e Significados (Equipe de Amor à Luz) *

http://altamenteacido.com.br/review/critica-para-sempre-alice/ **

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