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O processo de autoconhecer-se não é algo que vem do dia para a noite. Tudo começa com a curiosidade em entender como você funciona. Então, o seu olhar volta-se para dentro.  Essa mudança de foco do exterior para o interior demanda tempo e reflexão.

E como desenvolvê-lo?

O autoconhecimento está ligado à auto-observação. Nesse processo de mergulho interno, você começa a ousar a sair da caixa. Esse movimento gera muitos incômodos, pois você passa a fazer questão como: o que me torna forte e o que me enfraquece? O que me motiva? Quais são minhas crenças limitantes? O que me paralisa?  O que eu tenho de bom? O que eu tenho de mau?

O autoconhecimento  vai tornar visível o invisível. Isso vai mexer com sua sensibilidade. Vai doer, gerar dúvidas, impactar você de corpo e alma. Mas essa é a grande busca da inteligência.

“O autoconhecimento é uma necessidade evolutiva. Quando se tem sede, sacia-se a sede. Quando se tem fome, sacia-se a fome. Quando quer conhecer-se, há de conhecer-se. E quando o indivíduo, por razões que lhe são próprias, resiste ou não consegue fazer isso, ele começa a sofrer e a perturbar-se. Da mesma forma que se não ingerir líquidos (ou água), ele vai sofrer; da mesma forma, se ele não se nutrir, ele vai sofrer. Então, todos os processos do Sistema Tempo de Ser, todas as propostas, atividades, vão nessa direção. A direção de deixar mais claro o percurso desenvolvido para que se possa, cada vez mais, efetivar o seu projeto de autoconhecimento”.

Conhecer-se é um processo exigente. Não dá para fazer autoconhecimento sozinho, não dá. Precisa-se do outro, do grupo. Precisa-se de um convívio e de estímulos que, muitas vezes, irão desestabilizá-lo. Muitas vezes, no processo de autoconhecimento, você, estando num grupo, vê-se refletido em cada depoimento, em cada questionamento, em cada expressão corporal. Quando o outro começa a falar, sem querer – você se percebe. Senti os mesmos incômodos, as mesmas angustias, raiva, alegrias e emoções. Vê-se na mesma situação que nunca percebeu, ou nunca se permitiu olhar com tanta coragem. Você sente o impacto de se enxergar através do outro e, permitindo aprofundar-se mais nos fatos e sentires, provavelmente vai descobrir que tem suas questões mais sensíveis ali – diante de si.

Autoconhecer-se é entender e aprofundar-se naquilo que verdadeiramente ocorre com você.  “É admitir em si a necessidade de entender-se um pouco mais”.

Desenvolva sua capacidade de sentir. Observe-se. Escreva sobre si. Estude e tente entender “os seus fenômenos psicológicos, padrões de comportamento, sentimentos e emoções, podendo, com isso, antecipá-los e coordená-los. Aí se estrutura o verdadeiro autoconhecimento”.

Vamos falar mais sobre isso? Em um próximo episódio vamos falar sobre a genialidade que o autoconhecimento exige, porque é preciso olhar para onde ninguém está olhando – que é seu mundo interno.

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Educadora Lilian Flores

Núcleo de Birigui-SP

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